Mostrando postagens com marcador cenário econômico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cenário econômico. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

BRASIL - GRANDE POTÊNCIA


BRASIL - GRANDE POTÊNCIA

Direto do blog do Jorge da Cunha Lima
http://colunistas.ig.com.br/jorgedacunhalima/2009/01/04/brasil-grande-potencia/

UMA NOVA ÉTICA DE LIDERANÇA

Já estamos no BRIC, sigla imputada pela imprensa aos países importantes do mundo emergente: Brasil, Rússia, Índia e China. Isso produz algum respeito dos países desenvolvidos e inveja dos subdesenvolvidos.

Além disso, o Brasil se projeta como grande potência para os próximos vinte anos. E isso não implica numa questão de respeito nem de inveja, exige um posicionamento estratégico e histórico.

A primeira coisa, como já se está verificando, é capacitar militarmente o país, para defender suas riquezas materiais, petróleo marítimo em particular, e suas fronteiras, Amazonas, principalmente.

A segunda, será a capacidade de se estabelecer uma política de vizinhança com nossos irmãos do sul. Aí a coisa complica. Os posicionamentos não são unânimes, o que acarreta grandes divergências. A imprensa, principalmente o Estadão, critica fortemente a política exterior do Lula, principalmente na tolerância com que trata os países da América Latina, seja nos seus destemperos ideológicos, seja nas violações dos contratos comerciais que mantêm com o Brasil. Alguns diplomatas de respeito e experiência, como Rubens Barbosa, ex- embaixador na Inglaterra e nos Estados Unidos da América do Norte, acha inadmissível que, por razões ideológicas, e excessiva tolerância, o Brasil aceite as ameaças e as violações de contratos legitimamente firmados na área comercial, de serviços e de investimentos. Essas violências estão se processando principalmente com o Uruguai, a Bolívia e o Equador. Critica-se ainda nossa política débil com relação à Argentina, nosso principal parceiro.

Essa discussão nos leva a considerações mais profundas quanto ao grau e à natureza de nossas relações com esses vizinhos no presente e em futuro próximo.

Se formos pragmáticos e visualizarmos um quadro expansionista convencional, de liderança e hegemonia, poderemos adotar a estratégia capitalista de um imperialismo econômico não colonialista. Basta assemelharmos nossa liderança e nosso expansionismo com a exercida pelos Estados Unidos no século passado.

Creio que isso estaria no rumo da história, mas não da civilização.

A hipótese de uma mudança no teor do desenvolvimento capitalista, após a superação da crise, deve levar-nos necessariamente à mudança de relacionamento político entre as nações. E isso implica numa aproximação cultural prévia às acomodações econômicas e aduaneiras. O sucesso do mercado Comum Europeu deveu-se um pouco à Comunidade Européia, que, antes, acertou seus ponteiros políticos e culturais.

Assim, a liderança eventual do Brasil não pode ser uma liderança de negócios e de poder, mas uma liderança desenvolvimentista e civilizadora para a toda região.

Do ponto de vista puramente pragmático, poderíamos percorrer um caminho isolado e historicamente egoísta, e isso daria certo, mas não seria certo do ponto de vista da missão histórica das lideranças.

--------

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Nova lei de call center entra em vigor, mas não para todas as empresas

01/12 - 07:15 - Lecticia Maggi, repórter Último Segundo

O empurra-empurra entre atendentes e as esperas intermináveis a que os consumidores estão sujeitos quando entram em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) acabaram. Pelo menos isso é o que determina o Decreto nº 6.523, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 31 de julho, e que entra em vigor nesta segunda-feira em todo o Brasil. As empresas que descumprirem a Lei podem receber multas de R$200 a R$3 milhões. A má notícia é que nem todas são obrigadas a cumprir, já que elas valem apenas para aquelas que têm serviços regulados pelo governo.

Entre as que estão incluídas, destacam-se as empresas de energia elétrica, planos de saúde, telefonia móvel e fixa, TV a cabo, transporte aéreo e rodoviário e instituições financeiras fiscalizadas pelo Banco Central. “Só devem obediência ao decreto aquelas que prestam serviço público através de concessão”, explica Marcos Diegues, assessor jurídico do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). “A nossa expectativa é que as empresas que têm provocado mais problemas acompanhem este bom exemplo e desenvolvam medidas que objetivem melhoras no atendimento”, completa, explicando, porém, que no momento não há nenhuma medida legal que obrigue esta mudança.

De acordo com o decreto, a partir de hoje, as empresas de serviços regulados devem ter no primeiro menu eletrônico a opção de contato direto com o atendente e o tempo máximo para que isso aconteça é de um minuto. As opções de reclamação e cancelamento também devem estar no primeiro menu e, nestes casos, está proibida a transferência de ligação entre os funcionários.

Todos devem estar aptos para executar essas funções. O SAC deve estar disponível também, ininterruptamente, durante 24h por dia e sete dias por semana. “A idéia do decreto é que quando você quer adquirir um produto, comprar uma passagem de avião, por exemplo, as empresas disponibilizam um canal 24h. As mesmas formas para efetuar a contratação tem que estar disponíveis no pós-venda”, afirma Andréa Sanchez, diretora de programas especiais do PROCON de São Paulo.

Para atender aos casos específicos, o ministro da Justiça, Tarso Genro, publicou a portaria 2.014, no dia 13 de outubro, que exclui empresas áreas de transporte não regular e TVs a cabo com até 50 mil assinantes da obrigação do serviço ininterrupto.

Conforme a portaria, para os serviços financeiros o tempo máximo de espera para o atendimento é de até 45 segundos. No entanto, nas segundas-feiras, nos dias que antecedem e sucedem os feriados e no 5º dia útil de cada mês o tempo sobe para até 2 minutos.

O que fazer
Para evitar problemas na hora de fazer uma possível reclamação, a especialista do PROCON Andréa Sanchez aconselha os consumidores para, assim que entrarem em contato com o SAC, antes de fazerem a solicitação, pedirem o número do protocolo da ligação.
O consumidor também tem o direito de exigir que a empresa mande por e-mail ou carta a transcrição da conversa, já que elas são obrigadas a manter esta gravação por 90 dias e o registro por dois anos. Segundo o advogado tributarista Paulo Morais, este é um dos pontos positivos do decreto, já que permite também às empresas se defenderem de acusações falsas. “É uma prova que têm”, afirma.

Morais explica que mesmo sem o protocolo é possível fazer a reclamação, basta o consumidor ter anotado o dia e a hora em que entrou em contato com o SAC e, se possível, o nome do atendente. Com os dados em mãos, o primeiro passo quando se sentir lesado é procurar um órgão de defesa do consumidor, como o PROCON. “A denúncia tem que ser feita pessoalmente e o ideal é que seja o mais rápido possível”, disse.

Outra possibilidade é registrar a queixa na agência reguladora do serviço prestado, por exemplo Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Se mesmo assim o consumidor se sentir prejudicado, Morais explica que ele pode entrar com uma ação judicial para buscar a reparação do eventual dano. As ações que envolvam valores de até 20 salários-mínimos podem ser feitas no Juizado Especial Cível, sem a necessidade de um advogado.

Quem pune
A fiscalização das empresas será realizada pelos órgãos de defesa do consumidor e pelas agências reguladoras. As associações civis, como o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) podem registrar a queixa, mas não têm o poder de autuar e multar as empresas. “Eles só fazem o encaminhamento da denúncia”, explica Morais.

Ao contrário do que se imagina, Andréa acredita que o PROCON não irá ficar sobrecarregado de reclamações. “A demanda deve ser menor porque hoje acabamos resolvendo trabalho que é do SAC. E grande parte deles são solucionados por um simples contato do órgão com a empresa”, afirmou. O valor da multa da empresa vai depender do número e gravidade das infrações e pode variar de R$200 a R$ 3 milhões.

Procurada, a Anatel disse que no momento da denúncia irá avaliar três pontos principais: acessibilidade e qualidade do atendimento, acompanhamento e resolução das demandas, solicitação e cancelamento de serviços. No entanto, no entender do advogado Morais, a fiscalização não deve ser tão simples. “O que me preocupa é se os órgãos que vão receber as defesas das empresas autuadas vão ter vão ter capacidade de dar resposta”.

Segundo ele o volume de denúncias pode deixar o consumidor com “a falsa impressão de que a lei não está sendo aplicada”. “A grande dúvida não é a lei, ela é muito boa, e sim como a estrutura brasileria irá responder a isso”, afirmou.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cenário Econômico - Brasil ganha destaque dentro do Bric, dizem analistas

Brasil ganha destaque dentro do Bric, dizem analistas

O furacão da crise financeira global não vai ser tão devastador para o Bric - grupo formado pelas economias emergentes de Brasil, Rússia, Índia e China. Analistas brasileiros e americanos apostam que os quatro vão continuar crescendo, na contramão da recessão mundial. Neste cenário, o Brasil lidera, ao lado da China, as previsões otimistas, lastreado por um conjunto de fatores estruturais, no qual o sistema bancário tem destaque. À Rússia, coube a liderança no ranking de vulnerabilidade.

"A crise mostra que o sistema financeiro é vital e deveria ser balizado pelo acordo da Basiléia. Entre os Bric, o Brasil é o único que segue a cartilha", disse Ernesto Lozardo, professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e autor do livro Globalização: a certeza imprevisível das nações.


O Basiléia II é o acordo que regula em mais de 100 países a gestão do risco bancário. A regulação foca a prevenção de uma crise bancária internacional, através da fiscalização do lastro nas ações de risco. Justamente o elemento que poderia ter evitado a crise mundial, detonada pelos subprimes nos Estados Unidos.
"A principal âncora do nosso desenvolvimento é o sistema financeiro estável e sólido. Ele fará o Brasil se sair melhor na crise. Os bancos brasileiros estão capitalizados e são confiáveis. Esta credibilidade é dada pelo Banco Central que faz correções rápidas, fiscalizando a liquidez e o grau de risco dos bancos" disse Lozardo, acrescentando que o País é o único com metas para a inflação e ações interbancárias.

Nem a China, com quem o Brasil divide a melhor posição diante da crise, dispõe de tal eficiência. "O sistema bancário da China ainda é arcaico se comparado com o nosso", disse Rodrigo Maciel, secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC).

Mas, se os chineses só têm cartões de crédito há três anos, exibem reservas estrangeiras incomparáveis. O Brasil dispõe de US$ 208 bilhões, a China de US$ 2 trilhões. "A China é a base sólida que os Bric têm para reduzir o impacto da crise e continuar garantindo o crescimento mundial", disse Maciel.



Crescimento mundial
Em 2007, os quatro países representavam 30% da economia mundial e foram responsáveis por quase metade do crescimento global, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os Bric avançam assim no rumo da profecia de Jim O'Neill, economista-chefe do Goldman Sachs, que criou o termo e previu que o grupo seria a maior economia do mundo até 2050. Em artigo recente, O'Neill disse que a demanda dos Bric pode compensar a desaceleração americana. Mesmo analistas como Paul Krugman, que consideram uma estupidez o agrupamento estabelecido por O'Neill, admitem que a maior parte do crescimento econômico mundial vem dos emergentes.

FONTE: http://www.fgv.br/

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mídia: Empresas de telecomunicações continuarão investindo

Empresas de telecomunicações continuarão investindo

Crise econômica não afeta planos de companhias no Brasil, segundo discursos na abertura da Futurecom, em São Paulo

Mariana Ditolvo

Em meio a um cenário de instabilidade econômica mundial, as empresas de telecomunicações brasileiras ou com operação no País não cessarão seus investimentos. Os discursos alentadores vindos de companhias como Grupo Telefonica, Embratel, Portugal Telecom e HP tomaram conta dos painéis que abriram a 10ª edição da Futurecom, nesta terça-feira, 28.

"Precisamos aproveitar o momento do mercado de telecomunicações e o potencial de crescimento do Brasil para conseguir destaque entre concorrentes e projeção mundial", disse Antonio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefonica. "De nossa parte, o que posso garantir é que manteremos a tendência de alta nos investimentos vinda desde o ano passado", afirmou.

A visão otimista também é a seguida pela Embratel. De acordo com Maurício Vergani, diretor executivo da companhia, o setor vive um momento muito particular e especial pois a infra-estrutura já se mostra madura para a tão esperada convergência e as necessidades de agregar valor aos negócios fará com que as empresas deixem de focar na venda de tecnologias para antecipar as necessidades e otimizar invetimentos de seus clientes.

"A crise vai fazer disparar a preocupação com o consumidor e vai acabar gerando oportunidades únicas de desenvolvimento para o País. Para o ano que vem, não apenas manteremos como aumentaremos nossos investimentos", comentou. Segundo o deputado federal Jorge Bittar, as empresas estão certas em continuar seus investimentos, uma vez que - apesar da escala mundial - a crise não tende a atingir todas as nações na mesma proporção e a modernização e adesão de novas tecnologias são essenciais para que o Brasil continue na rota do desenvolvimento. "Esse é um momento de riscos e oportunidades e o devemos aproveitá-lo para sair dessa crise mais fortalecidos e melhor posicionados em um mundo mais distribuído", afirma.

O deputado também disse acreditar que agora é a hora de continuar estabelecendo práticas saudáveis de concorrência, promover ainda mais a inclusão digital e batalhar para a liberação de recursos como o Fust, para avançar em aspectos como oferta de banda larga. "Tenho reais esperanças de que o Fust seja finalmente utilizado em benefício do setor. Faltava alterar a parte legislativa da questão, atitude que está sendo tomada pela Senado e pela Câmara. Acredito, realmente, que ele deverá sair do papel", disse Bittar.


FONTE: Meio&Mensagem online

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Marketing & Negócios: Brasil é o sexto no ranking global de confiança no futuro

Brasil é o sexto no ranking global de confiança no futuro

Edição de outubro do estudo da Nielsen inclui 52 países e captou os primeiros efeitos da crise financeira

Felipe Turlão

A edição de outubro do índice de confiança no futuro dos consumidores, que a Nielsen apura em 52 países, captou os primeiros efeitos da crise financeira, com redução na média global de 88 para 84 pontos, em uma comparação com o último estudo, realizado no primeiro semestre.

O Brasil está em sexto no ranking, com 109 pontos, e foi um dos poucos países em que a confiança aumentou. A liderança é da Índia, com 114 pontos. Os Estados Unidos estão em posição intermediária, com 82 pontos.

Entre as regiões, a mais otimista é a América Latina, enquanto América do Norte e Europa ficaram nos últimos lugares. Os critérios do estudo são a crença no mercado de trabalho, o estado das finanças pessoais e a disponibilidade para gastos no momento.

FONTE: meio&mensagem online

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Propaganda, marketing e cenário econômico - Kanitz: "Precisamos deixar o pânico de lado"

Stephen Kanitz: "Precisamos deixar o pânico de lado"


Kanitz é atualmente um dos melhores palestrantes e consultores do país, além de articulista da revista Veja. Foi Assessor do Ministro do Planejamento 1986 – 1987. Criador da Edição Melhores e Maiores da Revista Exame. Árbitro do BOVESPA na Câmara de Arbitragem do Novo Mercado. Além de ter escrito diversas obras como, “O Poder do Auditório”, “Como Prevenir Falência”, “Controladoria”.

Kanitz discursou na última edição da MAXIMÍDIA. Confira abaixo:

Retirado do Meio&Mensagem online.


Em um tom positivo e diferente do discurso alarmista de Nizan Guanaes no painel anterior, que gerou a reação imediata e calorosa de Fábio Fernandes, o painel de encerramento do MaxiMídia 2008 “BRIC - parceiros, concorrentes ou curiosidade?” que contou com a apresentação do administrador e professor Stephen Kanitz, deixou um recado claro: “Precisamos urgentemente deixar esse pânico de lado. A minha palestra deveria falar que o Brasil está melhor que Rússia, Índia e China, mas eu posso dizer que o País está melhor que os Estados Unidos”, afirmou.



Ele criticou o tom alarmista que a imprensa está dando à crise atual e responsabilizou boa parte disso ao fato de ela sempre ouvir como fontes economistas. “Não consigo entender como os jornais ainda ouvem economistas que já erraram previsões três, quatro vezes e ainda estão falando coisas absurdas sobre o momento atual. O que estamos passando não se assemelha nem de longe à crise de 29”. A moderadora do painel, Regina Augusto, diretora editorial do Grupo M&M, lembrou que muitos acontecimentos recentes na economia brasileira foram antecipados no livro “O Brasil que dá certo”, lançado por Kanitz em 1992 que previa um ciclo de crescimento do país até o ano 2005, em especial, a ascensão ao mercado consumidor das classes mais baixas da população. Segundo Kanitz, em relação aos outros países do BRIC, o Brasil tem melhores condições em relação aos recursos naturais – água, solo fértil, clima, auto-suficiência em petróleo-, além de um sistema democrático, população economicamente ativa crescente, sistema judiciário consolidado entre outros fatores. No entanto, devido ao fato de a China ter feito algumas lições de casa que o Brasil não fez, como ter imprimido um projeto de crescimento desde o final da década passada e pelo seu tamanho, ela hoje está em posição de vantagem em relação ao B do Bric.



"Nossas políticas de desenvolvimento são elaboradas por acadêmicos que ainda acreditam na idéia de Adam Smith do Fomento das Nações. Eles querem fazer nações e estados fortes. A China e a Índia já perceberam o erro de Adam Smith. O correto é lutar pelo fomento das empresas, países precisam de empresas fortes e não de governos fortes. Enquanto eles fortalecem suas empresas, colocam administradores nos governos que sabem lidar com estas elas. Nossos economistas estão dividindo a Petrobras ao meio, criando fundos soberanos geridos pelos mesmos de sempre".